Projeto de capa para Verve Lasciva, antologia erótica publicada pela Toma Aí Um Poema em 2026.
Corpos que se leem. O fundo é uma página de texto — o próprio ensaio de apresentação da antologia, composto em serifa clássica — sobre a qual se derramam manchas de tinta em roxo e preto, formas orgânicas que sugerem corpos, membros, uma boca, sem nunca definir. O leitor vê e não vê: o erotismo está na sugestão, e o texto por baixo continua legível nas frestas, como quem espia.
O cartucho. No centro, um rótulo branco de cantos recortados, à moda dos frascos antigos, guarda o título em condensada preta e a linha "Antologia erótica" em sem serifa leve. É o ponto de silêncio numa capa que transborda — e o que garante a leitura na prateleira.
Dentro, a mancha inteira. As guardas repetem a composição em negativo, roxo sobre roxo mais escuro, com o texto em transparência. A capa aberta traz a orelha com a apresentação da TAUP e, na quarta capa, um poema de Francine Cruz emoldurado no mesmo cartucho da frente.