Capa do livro Poetofrenia metalírica, de Garbo Gomes — design de Jéssica Iancoski (Praga, 2025)
Sobre o projeto

Projeto de capa para Poetofrenia metalírica, livro de poemas de Garbo Gomes, publicado pela editora Praga.

Palavras estilhaçadas. A apresentação diz que o poeta "fragmenta, despedaça, mói, estilhaça" o verso até sobrar sílaba — e a capa faz o mesmo com o título. POETOFRENIA METALÍRICA aparece em letras soltas, cada uma rotacionada de um jeito, em três camadas de cor (azul-marinho, laranja, verde) que se sobrepõem fora de registro, como uma serigrafia impressa três vezes com o papel deslocado. Lê-se aos trancos, como os poemas.

Capim de gravura. O fundo é um verde texturizado, com grão de impressão, e do pé sobe um capinzal laranja em lâminas pontiagudas, que continua pelo verso e pela orelha. O nome do autor em minúsculas, azul, na base. O selo Praga, com a formiga, na lombada.

A capa aberta. Verso em verde com um poema do livro — "o poema não serve / o pássaro não pousa" — e a orelha em azul-marinho com a apresentação de Viriato Gaspar; a outra orelha, em laranja, traz o retrato do autor.