Projeto de capa para (in)significâncias, livro de poemas de Amanda Kristensen, publicado pela Toma Aí Um Poema.
O horizonte como linha de base. A capa é dividida ao meio: acima, papel cru vazio; abaixo, o mar. O título fica exatamente na fronteira, com as letras apoiadas na linha da água — as "insignificâncias" que o livro recolhe são as coisas miúdas dessa linha, o que fica entre o nada de cima e o excesso de baixo. Os parênteses em "(in)" deixam o leitor escolher entre significância e insignificância.
Uma fotografia, duas cores. Banhistas em um mar de verão, tratados em posterização: o azul-claro da água, o cinza das pessoas, o creme do papel como branco da espuma. Um chapéu, uma cabeça de cabelo molhado, o reflexo do sol — figuras que quase se dissolvem na textura, como uma lembrança que vai perdendo os detalhes. O nome da autora em serifa no alto, pequeno; o selo TAUP no canto oposto.
A capa aberta. O mar continua pelo verso, com um poema do livro — "Ser triste / É importante." — sobre o céu vazio; orelhas em azul com o retrato da autora e o texto de apresentação.