Projeto de capa para Espetáculos do caos, livro de estreia do poeta Haidar de Moura Limissuri, publicado pela Toma Aí Um Poema.
A palavra partida. O título se quebra em quatro linhas — "espe / tácu / los / do caos" — em serifa branca pesada, como se não coubesse na página ou tivesse sido lido aos trancos. Atrás das letras, o mesmo título em vermelho, deslocado, como uma segunda voz. É o palco e a cortina que o livro descreve: a encenação de quem "vive (ou sobrevive) entre o medo e a beleza do descontrole".
A cidade como textura. O fundo é uma imagem em alto contraste, preto e cinza, com o grão de xilogravura ou de fotocópia — São Paulo, os arranha-céus "na epiderme dos sonhos" de que fala a quarta capa. O nome do autor em serifa vermelha sobre uma tarja branca, no pé.
Verso e orelhas. Em vermelho, com o retrato do autor, o poema "palc(a)os" e o texto de apresentação, de Arthur Teodoro.